Caravana do destino
Diz-me a Verdade que eu de ti me ausente,
E vá, por essas plagas tumultuosas,
Ver se peitos encontro, à luz fremente,
Que acolham minhas ânsias silenciosas.
Vá em busca do que jamais, contente,
Pude encontrar entre jasmins e rosas,
Na nossa terra... E vá, portanto, crente
Noutras almas mais doces e piedosas.
E tu sabes do que, como um mendigo,
Eu vou em busca: — busco a água e o trigo
Nas mãos de quem, num esplendor divino,
Saiba ver, através de tantos trilhos,
O quanto sofro, por amor aos filhos,
Na negra Caravana do Destino.