CHEGANDO O POETA A VILLA DE SAN FRANCISCO DESCREVE OS DIVERTIMENTOS, QUE ALI PAS...
Há cousa como estar em São Francisco,
Onde vamos ao pasto a tomar fresco,
Passam as negras, fala-se burlesco,
Fretam-se todas, todas caem no visco.
O peixe roda aqui, ferve o marisco,
Come-se ao grave, bebe-se ao tudesco,
Vêm barcos da cidade com o refresco,
Há já tanto biscouto como cisco.
Chega o Faísca, fala, e dá um chasco,
Começa ao dia, acaba ao lusco e fusco,
Não cansa o paladar, rompe-me o casco.
Joga-se em casa em sendo o dia brusco,
Vem chegando-se a Páscoa, e se eu me empasco,
Os lombos de um Tatu é o pão, que busco.