Ciumenta

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Que mais desejas, flor de que vive aquela alma,

Se, pela tua porta, a luz entra, a cantar,

Quando a rósea manhã se estende, doce e calma,

Como um manto piedoso e vai da serra ao mar?

Que mais desejas, flor da mais virente palma,

Se, em teus alvos lençóis, como feitos de luar,

O perfume do trevo e do cravo se espalma,

E parece o teu corpo esvelto esculturar?

Que mais desejas, flor, ó lírio azul dos vales!

Se não sofres da vida os aflitivos males,

Antes ouves dessa alma a dúlcida linguagem?

Deixa que o palhabote enfune as velas brancas,

E vá por esse mar de alegres vagas francas,

E o comande quem leva ao peito a tua imagem...