C.M.
Lá na terra dos pampas tem o nome
De chimarrita, diz o Leal de Souza,
E este apelido afirmam que o consome
E é o que o há de levar à fria lousa.
Se lho repetem briga e já não come,
Não pára, não descansa, não repousa,
Aguenta a sede, suportando a fome,
Dando o estrilo feroz por qualquer cousa.
Entretanto, não tem os dotes falhos;
Do talento gaúcho é um belo adorno
E tem brilhantes feitos e trabalhos.
Rapadurescamente espalha em tomo,
Uma impressão de cheiro a vinha-d’alhos,
De um leitãozinho mal tostado ao fomo.