CO CIRRO NOS ESTREFOLHOS

By Gregório de Matos Guerra

Ó meu pai, tu qués, que eu morra?

Co cirro nos estrefolhos

se queixava um negro cono

de ver, lhe fincava o mono

o fodedor dos antolhos:

e revirando-lhe os olhos

dizia a puta cachorra,

desencaixa um pouco a porra,

eu venho a regalar-me,

e tu fodes a matar-me?

Ó meu Pai, tu qués, que eu morra?

Fretei uma negra mina

e fodendo-a todo o dia

a coitada não podia

porém era puta fina:

a porra nela se inclina

inclino com força a porra,

e forcejando a cachorra

ela me disse esperai,

e eu lhe disse chegai,

Ó meu Pai, tu qués, que eu morra?