COM ESTE ROMANCE MANDOU O POETA POR INTERPRETE ENCARECEDOR DO QUE NELLE SE EXPRE...
Entre, ó Floralva, assombros repetidos
É tal a pena, com que vivo ausente,
Que palavras a vós me não consente,
E só para sentir me dá sentidos.
Nos prantos, e nos ais enternecidos
Dizer não pode o peito o mal, que sente,
Pois vai confusa a queixa na corrente,
E mal articulada nos gemidos.
Se para o meu tormento conheceres
Não basta o sutil discurso vosso,
A dor me não permite outros poderes.
Vede nos prantos, e ais o meu destroço,
E entendei o mal, como quiseres,
Que só sei explicá-lo, como posso.