CONFORTO

By Delminda Silveira de Sousa

Alma de Poeta, carinhosa e pia,

a dor que te feriu bem compreendo,

e à mágoa tua o meu tributo rendo

de respeito, de dó, de simpatia.

Porém não chores junto à campa fria,

desta saudade no pungir tremendo,

que talvez lá nos Céus fique sofrendo

de ver-te assim — a Flor que te sorria!

Olha-a na Paz Celeste em que a diviso;

não morreu! — foi no instante em que falou-te

— benigna transplantada ao Paraíso!

E ao lar tão saudoso que te ficou

das inocentes flores ao sorriso

conforto à Vida triste ela deixou-te.