CONSOLO

By Delminda Silveira de Sousa

Alma de Poeta, ó alma apaixonada,

que dentro de um coração terno palpita

tu gemes qual rola magoada,

pungida de saudades infinitas,

abre esse asilo íntimo que habitas

— de puras afeições grata morada —

como o lírio que se abre à madrugada

a haurir do céu as lágrimas benditas!

Ceifa o Norte as boninas dulçorosas!

si desse Deus o mel a uma só flor,

que seria da abelha sequiosa!...

O que será de ti na tua dor,

alma de Poeta, ó alma carinhosa,

sem o dúlcido bálsamo do amor?!