Consolo

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Nossa Senhora da Consolação,

Abre o teu manto azul e me agasalha,

Pois és o arrimo do meu coração

Que no mundo, entre lágrimas, trabalha.

E me estende, Senhora, a tua mão

Que tantas bênçãos pelo mundo espalha;

E que eu não ande, pelo mundo, em vão,

Como no outono ressequida palha.

Que o teu consolo seja um copo de água

A boca rubra de quem sente a mágoa

De não ter água, em dias de verão,

Quando se veja trôpego e cansado,

Depois de haver mil léguas caminhado

Pelos desertos da desilusão.