CONSOLO
Dizia o Manoel Mindelo
Homem de haveres e sério,
Fulo e arrancando o cabelo,
Com cara de cemitério:
“Vejam isto! vejam só
Que destino desumano!
Sendo pobre como Jó,
Nasce-me um filho por ano!”
Responde-lhe o Zé das Quinas
“O’ Manoel! mágoas à rua!
Porque é que tu te amofinas,
Quando a culpa não é tua?”