CONSOLO

By Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac

Dizia o Manoel Mindelo

Homem de haveres e sério,

Fulo e arrancando o cabelo,

Com cara de cemitério:

“Vejam isto! vejam só

Que destino desumano!

Sendo pobre como Jó,

Nasce-me um filho por ano!”

Responde-lhe o Zé das Quinas

“O’ Manoel! mágoas à rua!

Porque é que tu te amofinas,

Quando a culpa não é tua?”