CONTINUA COM O AZEVEDO POR TER O ENGENHO PEJADO.
Um Curioso deseja
saber a razão, na qual
obrando o feitor tão mal
o engenho é, que se peja:
mas porque a razão se veja,
na que agora tenho dado,
é, porque o Feitor malvado
anda o engenho fodendo,
e destas fodas entendo,
é, que o engenho está pejado.
Para uma fúria de empenho
mel não houve, que eu levara,
e disto é, que eu tomara,
que se pejara o engenho:
sou eu logo, o que não tenho
pejo de nisto falar:
mas o que posso afirmar,
é, que estou de tão ruim fel,
que se o Feitor não dá mel,
eu mesmo o hei de melar.