COSTUMAVA CANTAR O POETA ESTA LETRA A SEU INSTRUMENTO EM QUANTO LHE DUROU O PEZA...
Forasteiro descuidado,
se acaso chegar vos move
ou negócio, ou pertensão,
curiosidade, ou amores.
Guardai-vos, digo mil vezes,
de pôr os olhos nas torres
dessa traidora cidade,
que tal basalisco encobre.
De um serafim o mais belo,
que o Céu corta, os ares rompe,
tão cruel, e tão tirano,
qual jamais admira o orbe:
Com estes sinais vos dou
exemplo nas minhas dores,
forasteiro, caminhai,
queira, Amor, que vos não olhe.
Caminhai, digo outra vez,
prevenido de temores,
que eu já me vou a enterrar,
porque me condena a morte.