De volta

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Volto da solidão dos campos e da serra,

Volto para te ver e para te escutar...

Meu pobre coração era um monte de terra,

Sem lampejos de sol ou afagos de luar.

Hoje um outro ideal toda a minh’alma encerra.

Bate o meu coração, de outro modo, a cantar...

É que te vejo e escuto, e nada então me aterra:

Durmo e acordo feliz junto de ti, ó Mar!

Perfeitamente sei, agora, que a tortura,

Que a tristeza, que o fel, e talvez a loucura.

Que me vinham do sonho os roseirais matar,

Era porque ninguém compreender poderia,

Como tu, meu amigo, a ânsia que me envolvia...

Pois só tu tens uma ânsia igual à minha, ó Mar!