Decadentes

By João da Cruz e Sousa

Richepin, Rollinat! gritos sangrentos

Da carne alvoroçada de desejos,

Mosto de risos, lágrimas e beijos,

Estertores de abutres famulentos.

Desesperado frêmito dos ventos,

De harpas, sutis, fantásticos harpejos,

Clarins de guerra, e cânticos e adejos

De aves — todos os vivos elementos.

Tudo flameja e nas estrofes canta,

Estruge, zune, em borbotões levanta

Noites, luares, fulgurantes dias.

Mas nessa ideal temperatura forte

Tudo isso é triste como a flor da morte

Que brota dentro das caveiras frias...