DEDICATÓRIA (Numa página de livro)

By Emílio Nunes Correia de Meneses

Não fora o medo de uma rima em igre

E, nela, eu moldaria este soneto.

Mas vejo o caso preto, mas tão preto,

Que a própria tinta preta mais denigre.

Eia! Alma à larga! O medo, dela, emigre

Pois lá acima, já está, pronto, um quarteto,

E eu creio bem que, dando um tom faceto,

Alcanço um D. Xiquote e amanso em tigre.

Bem! Vou ver se consegue este terceto

Que o verbo “denigrar” para ele imigre

(O “denegrir” já foi metido a espeto).

Que um não denigra e que outro não denigre

A intenção de ofertar este folheto

Ao talento sem, par do Bastos Tigre.