DEDICATÓRIA (Numa página de livro)
Não fora o medo de uma rima em igre
E, nela, eu moldaria este soneto.
Mas vejo o caso preto, mas tão preto,
Que a própria tinta preta mais denigre.
Eia! Alma à larga! O medo, dela, emigre
Pois lá acima, já está, pronto, um quarteto,
E eu creio bem que, dando um tom faceto,
Alcanço um D. Xiquote e amanso em tigre.
Bem! Vou ver se consegue este terceto
Que o verbo “denigrar” para ele imigre
(O “denegrir” já foi metido a espeto).
Que um não denigra e que outro não denigre
A intenção de ofertar este folheto
Ao talento sem, par do Bastos Tigre.