Deixa...
Como frouxo luar que se derrama
sereno, docemente, na campina,
dos teus olhos se esparze a luz divina
com que minh’alma se embriaga e inflama:
Suave, como o sonho de quem ama,
lisonjeira esperança me fascina,
e a fé tão pura que o teu riso ensina
a um Éden de amor minh’alma chama.
Oh! — dá que nunca minta o brilho ameno
que se difunde destes olhos belos,
formosos como o Céu de azul sereno...
Deixa-me sempre carinhosos vê-los,
enquanto neste mundo eu triste peno
a viver de ilusões, sonhos e anelos!...