Depois de morto

By Juvêncio de Araújo Figueredo

O que fazes aí, por estas horas

Taciturnas, sombrias, sossegadas,

Quando ninguém percorre estas estradas?

O que fazes aí, e por que choras?

A quem a paz para a tua alma imploras?

A quem pedes sossego, às torturadas

Ânsias? E o que desejas, das cansadas

Almas que moram onde aflito moras?

Hão de passar por ti ouvidos moucos;

E não os poderás chamar de loucos,

Pois os teus, quando sobre a terra andavam,

Nunca se abriram para ouvir os gritos

Dos desolados corações aflitos

Que nos mares do pranto se afogavam!