DESCRIÇÃO DE BADAJOZ

By Nicolau Tolentino de Almeida

Passei o rio, que tornou atrás,

Se acaso é certo o que Camões nos diz,

Em cuja ponte um bando de aguazis

Registram tudo quanto a gente trás.

Segue-se um largo, em frente d’ele jaz

Longa fileira de baiúcas vis:

Cigarro aceso, fumo no nariz,

E como a companhia ali se faz.

A cidade por dentro é fraca rés.

As moças põem mantilhas, e andam sós,

Tem boa cara; mas não tem bons pés.

Isto, coifas de prata, e de retroz,

E a cada canto um sórdido marquês,

Foi tudo quanto vi em Badajoz.