DESEMPULHA-SE O POETA DA CANALHA PERSEGUIDORA CONTRA OS HOMENS SABIOS, CATANDO B...
Que me quer o Brasil, que me persegue?
Que me querem pasguates, que me invejam?
Não vêem, que os entendidos me cortejam,
E que os Nobres, é gente que me segue?
Com o seu ódio a canalha, que consegue?
Com sua inveja os néscios que motejam?
Se quando os néscios por meu mal mourejam,
Fazem os sábios, que a meu mal me entregue.
Isto posto, ignorantes, e canalha
Se ficam por canalha, e ignorantes
No rol das bostas a roerem palha.
E se os senhores nobres, e elegantes
Não querem que o soneto vá de valha,
Não vá, que tem terríveis consoantes.