DESPEDIDA

By Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

A luz do “Nonevar” hoje se apaga,

Muito embora a saudade horrenda ruja

Como uma loba hedionda que escabuja

Numa explosão enormemente aziaga.

Canta hoje essa fealdade atra que estraga

A humanidade — esta infeliz coruja

A nutrir-se da própria roupa suja

Como um moscardo dentro duma chaga.

Na veemência medonha da mandinga

Não generalizou essa catinga

Que aos estômagos bons causa receios.

Interpretou assim a Natureza,

Começou em concurso de Beleza

E terminou, apoteosando os feios.