Destino

By Juvêncio de Araújo Figueredo

— “Bebo para matar a mágoa que me invade

E me tortura a alma. E bebo sem cessar.

E se o vinho acabasse, eu beberia o mar,

Sempre assim, sempre assim, cheio desta ansiedade:

O que ele repetia a pura verdade...

E continuando, ao balcão, os copos a emborcar,

Ao sol, à chuva, em noite escura, à luz do luar,

De blasfêmias enchia o azul da imensidade.

Tropeçando, uma noite, em que a poeira do gelo

Retalhava-lhe os pés, as faces, o cabelo,

Ei-lo do velho engenho em meio da lareira.

Ressurgida a manhã, fomos ver o Isaltino...

E a sua mãe nos disse: — “Aqui está o destino

De quem lhe vê fugir, num dia, a companheira”!