Diálogo entre o Poeta, e o Tejo.
Tejo, que tens, estás quedo?
Não banhas hoje esta praia?
De que o teu valor desmaia?
Eu t’o digo, mas segredo:
Confesso que tenho medo
Do teu ranchinho infernal.
O teu susto é natural,
Parecem três Furiazinhas;
Mas contudo são mansinhas,
Não mordem, nem fazem mal.