Dias perdidos

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Dias longos, nostálgicos, sombrios...

Nem mesmo eu sei quando eles amanhecem!

Nem mesmo eu sei quando eles anoitecem,

Por sobre os campos e por sobre os rios.

Apagados aos doces murmurios,

Das cores, e aos perfumes que entontecem;

E aos campos férteis, que de luz se aquecem;

E às aves de alma cheia de amavios...

Dias fechados, como a chaves de aço

Fechados são cofres de um judeu

Cujo egoísmo mata-o de cansaço,

São os por mim perdidos, penso eu;

São aqueles em que não ergo o braço,

Para implorar o teu perdão, ó Céu!