Do tendal das estrelas

By Juvêncio de Araújo Figueredo

As nossas santas mães! Dizei-me se há na vida

Almas mais joviais, e mais cheias de encantos...

Almas que pelo amor, pela estrada florida,

Soltam na asa do beijo os mais vivos quebrantos!

Junto delas não há esperança perdida;

Não morre a luz polar, fria, dos nossos prantos;

Nem sangra a rubra flor virgem de uma ferida;

Nem se perde o carinho ao amaino dos seus mantos.

As nossas santas mães! No amor assinaladas,

São, no entanto, da dor cruel das Sete Espadas,

Todo o emblema; e ninguém na dor excedê-las.

Amemos, pois, quem são, por tão divina sorte,

As únicas no amor; e que, mesmo na morte,

Ainda rezam por nós no tendal das estrelas.