Doente

By João da Cruz e Sousa

As unhas perigosas da bronquite

Nas tuas carnes sensuais e moles

Não deixarão que o teu amor palpite

Nem que os olhares pelos astros roles.

É fatal a moléstia. Só permite

Que te acabes por fim e que te estioles.

Sem que em teu peito o coração se agite,

Sem que te animes, sem que te consoles.

Vai se extinguindo a polpa dessas faces...

Mas se ainda hoje em mim acreditasses,

Como no tempo virginal de outrora,

Tu curar-te-ias com pequeno esforço

Das serranias através do dorso,

Pela saúde dos vergéis afora.