DOMINGO QUENTE

By Emílio Nunes Correia de Meneses

Isto não é um domingo, é um crematório.

O vento é o bafo de algum forno aéreo.

Cada trabalho é um desperdício inglório,

Tem cada esforço a marca de um cautério.

Mas, afinal de contas, cebolório!

Quem, clima tal, pode levar a sério?

Sinto na alma o tostado do Sertório,

E na pele o queimado do Hemetério.

O Hemetério dá assunto... Mas precário.

Dizer-se que ele é branco e é preto o lírio?

Desse tema já tem ele um rosário.

Estes “Salpicos” são o meu martírio!

Ah! Lembro agora o nosso pobre erário:

O Pandiá, finalmente, é grego ou sírio?