E. S.

By Emílio Nunes Correia de Meneses

Em mil programas que são panacéias,

Na terra da borracha e da castanha,

Quebram castanhas, esticando ideias,

Só para ver quem o governo apanha.

Não se compreende luta assim tamanha,

De lobos em sinistras alcatéias,

Entre Lauro Sodré, teia de aranha,

E entre a aranha sem teia que é o Enéas.

Completam-se ambos. O Sodré, pudico,

De ingrato e espertalhão o Enéas xinga,

E este diz: Só de inércia o Lauro é rico.

Os “Salpicos” que os juntem num salpico:

Ele, o Enéas, bojudo, é uma seringa,

A que o Lauro Sodré serve de bico.