ECONOMIA DO ANIVERSÁRIO NATALÍCIO
Não vês ali
O bom vizinho
Antagonista
Da carne e vinho?
E que sustenta
Que uma boroa
É refeição
Mais do que boa?
E que se veste
De belbutina,
E com saliva
Lustra a botina?
Tão econômico,
Como ali vês,
A natureza
Assim o fez
E como prova
Disto que digo,
Um bom exemplo
Trago comigo.
Não é costume
Fazer despesa
No dia de anos
Em lauta mesa?
Pois vê agora
A economia
Da natureza
No natal dia.
O parco e sóbrio
E bom vizinho,
Antagonista
Da carne e vinho,
Veio em bissexto
À luz primeiro
A vinte nove
De Fevereiro.
E assim não faz
Anualmente
Os anos que
Dão gasto à gente.