Elzebbad

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Logo assim que nasceu, cobri-lhe o berço

De papoulas e rosas e boninas...

Pelas telhas as aves, em surdinas,

Tinham no aroma o coração imerso.

Sorrindo, dei-lhe a música de um verso,

A mais divina dentre as mais divinas.

Que brancuras as suas mãos franzinas.

Como as das velas no esplendor de um terço!

Vejo, porém, que os olhos do meu filho

Têm dos meus olhos o velado brilho:

Ambos são rios de revoltas águas...

Mas se o rapaz chegar ao ponto de homem,

Não no consumam, como me consomem,

Os vendavais tristíssimos das mágoas.