EM ISTAMBUL

By Gustavo de Paula Teixeira

Para livrar minh’alma da manopla

Do Tédio, que a oprimia a todo o instante,

Cortei, num brigue, mares de sinopla,

Tangendo a lira como um bardo errante.

Nas longas ruas de Constantinopla,

Onde ressoa a guzla suspirante,

Cantei às muçulmanas doce copla,

E andei de cimitarra e de turbante.

Amei as mais formosas bizantinas

Que, levantando o frouxo véu brumoso,

Abaixavam as pálpebras divinas.

Venci os ódios que o estrangeiro acirra,

E vim deixando um rastro perfumoso

De nardo e aloés, de sândalo e de mirra...