EM ISTAMBUL
Para livrar minh’alma da manopla
Do Tédio, que a oprimia a todo o instante,
Cortei, num brigue, mares de sinopla,
Tangendo a lira como um bardo errante.
Nas longas ruas de Constantinopla,
Onde ressoa a guzla suspirante,
Cantei às muçulmanas doce copla,
E andei de cimitarra e de turbante.
Amei as mais formosas bizantinas
Que, levantando o frouxo véu brumoso,
Abaixavam as pálpebras divinas.
Venci os ódios que o estrangeiro acirra,
E vim deixando um rastro perfumoso
De nardo e aloés, de sândalo e de mirra...