ESPERANÇA

By Delminda Silveira de Sousa

Desce do Céu e vem sempre que o pranto

Inunde corações na dor pungente;

Bem como a estrela da manhã nascente

Das trevas vem romper o negro manto.

Desce do Céu e vem trazer-me o encanto

Do teu sorriso ideal, beneficente;

Oh! vem dizer-me que esse Deus clemente

A cada dor tem um remédio santo.

Doce Esperança, vem! Contigo o mundo

Embora seja um caos, um mar profundo,

Um val’de pranto e dor, e desconforto,

Sempre terá, em meio dos horrores,

Risonho oásis de mimosas flores,

Um fanal, uma luz, um guia, um porto!