Esquecimento

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Jaz de todo esquecido o filho da Constância,

Que há três anos morreu nas ondas. Linda flor!

Dos tanoeiros era a maior esperança,

E seria, por certo, o melhor pescador.

Estivesse a baía azul, toda bonança,

Ou bravia estivesse, ele, cheio de ardor,

Embora fosse ainda uma simples criança,

Já sabia enxaguar a vela, sem pavor.

Mas como? Então ninguém se lembrará, ao menos

Um momento sequer, dos olhares serenos,

Daquele que enfrentava a fúria dos quadrantes?

Só aquela velhinha, entretanto, soluça,

E parece que até na praia se debruça,

Quando rolam na areia as ondas murmurantes!