Extremos

By João da Cruz e Sousa

À minha doce mãe que desses trilhos vastos

Da vida racional, tem sido o meu bom guia.

Dedico, preso à garra atroz da nostalgia,

O meu bouquet de versos, d’entre uns beijos castos.

A ela, que orgulhosa, impávida resplende,

Seu filho, dá-lhe a alma inteira nos olhares,

A ela que aprimora as curvas singulares

Do amor que unicamente a mãe só compreende.

A ela, que dos sonhos flavos que eu adoro,

É sempre esse ideal querido e mais sonoro

Mais alvo que o luar, mais brando que os arminhos.

Embora sob cúpula azúlea de outros espaços

Dedico os versos meu— atiro-os ao regaço

Assim como punhado imenso de carinhos.