Filhos

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Quem há que tenha filhos e não cante

E não chore também. Quando eles cantam

Noss’alma canta uma canção vibrante,

E os seus braços nos erguem, nos levantam.

Quando eles choram, num lugar distante.

Ou bem juntos de nós, nos alquebrantam...

E com eles choramos, todo o instante,

Prantos cruéis que o peito nos suplantam.

Com braços amparando os nossos filhos

Que são correntes fortes e cadilhos

Dos ansiosos corações paternos,

Rindo, iremos por eles aos espaços,

Sem tormentos, soluços e cansaços...

Chorando, desceremos aos infernos!...