G. M.

By Emílio Nunes Correia de Meneses

Se acaso uma república ainda existe,

(Se é que existiu um dia, porventura),

Nesta pátria que, à força de ser triste,

Só conhece a alegria da loucura.

Talvez a morte a que ela agora assiste,

Desse a impressão de angústia e de tortura,

A que a musa, de luto, não resiste,

A este povo de crença mal segura

Um préstito, um discurso e o cemitério!

Uma aluvião de flores mal encobre

O que há de grande em tal caixão funéreo!

Morreste, nobre amigo. no mais nobre

Orgulho do teu nome, ó bom Glicério:

O nobre orgulho de quem morre pobre!