Gêmeas

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Essas meninas gêmeas! Que graciosas,

Quando, à tarde, se encontram debruçadas

As curvas das janelas luminosas

Das tuas lindas pálpebras rosadas!

Vejo-as seguido, assim maravilhosas!

Mas, muitas vezes, vejo-as encerradas

Por que são duas monjas lacrimosas

Que aos céus levantam suas mãos nevadas.

E quando as vejo, ocorre-me à lembrança

Um silêncio de prece, na esperanças

De ficar ajoelhado perto delas,

Como se eu fosse o pobretão de um monge

Que chegasse de longe, muito longe,

Para morar na solidão das celas.