Gente amiga

By Juvêncio de Araújo Figueredo

José não vinha a casa há muito tempo. Agora,

Abraça a meiga esposa e os filhos. Os vizinhos,

Para vê-lo chegar, desde o raiar da aurora,

Cruzavam toda a praia e os extensos caminhos.

Quadra em que o pescador, venturoso, melhora

De mesa, quando o mar é coberto dos linhos

Das neblinas sutis, que se vão mar afora,

Tocadas do terral de inefáveis carinhos...

E, quando veio a noite, em chamalotes de ouro,

Santo Antônio de Pádua e o seu Menino Louro,

Pareciam sorrir, num quadro, na parede,

Como toda essa gente amiga, sempre a mesma,

Sorria ao recordar a pesca na quaresma,

Que é a que mais produz nas braçadas da rede...