Guerra Junqueiro

By João da Cruz e Sousa

Quando ele do Universo o largo supedâneo

Galgou como os clarões — quebrando o que não serve,

Fazendo que explodissem os astros de seu crânio,

As gemas da razão e os músculos da verve;

Quando ele esfuziou nos páramos as trompas,

As trompas marciais — as liras do estupendo,

Pejadas de prodígios, assombros e de pompas,

Crescendo em proporções, crescendo e recrescendo;

Quando ele retesou os nervos e as artérias

Do verso orbicular — rasgando das misérias

O ventre do Ideal na forte hematemese.

Clamando — é minha a luz, que o século propague-a,

Quando ele avassalou os píncaros da águia

E o sol do Equador vibrou-lhe aquelas teses!