HINO
Homenagem a Deus tributemos
Com intenso fervor incessante,
Desde a aurora ao crepúsc’lo da tarde,
Quando o solou se deite ou levante.
Homenagem a Deus tributemos
Entre o espaço das trevas da noite;
Quer o mudo silêncio as governe,
Quer o vento de rijo as açoite.
Homenagem a Deus tributemos
Quanto à mesa nos chama o apetite;
Das doçuras e belos sabores
Esse gozo só Deus nos permite.
Homenagem a Deus tributemos
Que os trabalhos diurnos e a lida
São produtos que o mal do pecado
Faz pesar na balança da vida.
Homenagem a Deus tributemos
Quando o corpo repousa na cama;
Se o descanso interrompe as fadigas
É mercê do bom Deus que nos ama.
Homenagem a Deus tributemos
Por deixar-nos a meiga esperança,
Que através de horrorosa tormenta
Nos aponta a serena bonança.