Homem!
Ah! contra a dor que assalta horrivelmente o mundo,
Vives tu a rugir, e contra o céu reclamas...
E assim, revel, tua alma arde em dantescas chamas;
E arde o teu coração, dos infernos no fundo.
Contra a dor tens o olhar de pantera, iracundo:
Fogo que pela terra atrozmente derramas,
Quando diante de ti, dos monturos, das lamas,
Brota o lírio da cor do largo céu profundo!
No entanto a dor arrasa o mundo, unicamente,
Porque o teu coração, que nascera inocente,
Em vez de florescer, numa vida eternal,
Dentro da própria fé, e da crença irradia,
Passou a florescer na fragrância do dia,
Na atra vala comum da podridão do mal.