I Flores do pampa
A minha amante, a Musa, outr’ora uma criança
Franzina, delicada, anêmica e nervosa,
Que cantava ao luar uma canção saudosa...
Falando-me de amor, de crenças, de esperança!...
Ela, que teve um dia (esplêndida lembrança!)
A ideia de vestir saiote cor de rosa;
E ao dorso d’um corcel — valente e gloriosa —
Foi dar aos generais exemplos de pujança!...
A indígena, a cabocla, a virgem das florestas,
Que dormia ao mormaço as langorosas sestas,
E ia banhar-se ao mar, saltando d’uma rampa;
Aos louros dos heróis e às c’roas das Ofélias,
Prefere uma ideal grinalda de bromélias,
Belas flores do Sul, belas flores do Pampa.