I

By Delminda Silveira de Sousa

Magoa-me o tormento da saudade

longe de ti — meu berço idolatrado!

Nem me consola aqui quanto hei achado

nos tesouros tão ricos d’amizade.

Não ouço riso que me não enfade!

Só ao pranto abro o seio amargurado!

Vela-me o dia, a noite o teu cuidado:

matar-me o anelo de te ver, quem há de?

Doce imagem que vens no meu sonhar

consolador perfume derramando,

ao sentir de minh’alma acalentar,

Por que te vejo triste suspirando,

qual se a dor que me vem amargurar

assim te esteja o coração rasgando?!...