II

By Emílio Nunes Correia de Meneses

Além disso, outro caso aqui se impunha

E era: “Confiar, mas sempre desconfiando”,

Porque, no teatro, a enchente vai à cunha,

Porém, nas urnas, se dispersa o bando.

Mulher não vota: assiste, é testemunha.

Ora, mostrar a esmola não n’a dando.

É coisa que, por ter tão forte alcunha,

Não n’a registro em verso frouxo e brando.

Depois, o eleitorado em sua essência,

Se é preparado, briga, e, se é tranquilo,

Porque lhe falta o estímulo da ciência,

Vota e não quer saber disto ou daquilo:

Não pesa toneladas de eloquência

Nem quer medir quilômetros de estilo!