II

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Manhã clara! Manhã de púrpuras franjadas

De ouro e álacres rubis luminosos sangrando...

Alvoroça-se a terra, ao correr das quebradas,

E sobre o mar se estende um clarão doce e brando.

Ao terreal que esvoaça há velas enfunadas:

Umas indo... outras vindo... outras se preparando...

Chia, zine a cigarra entre as verdes ramadas,

E as águas de cristal das fontes vão cantando...

É que o sol ressurgiu. Assim, também, um dia,

Há de o meu coração ressurgir, na harmonia

Das horas que tiver de cantar com fervor.

E cada hora virá com mais deslumbramentos,

Com mais luz, com mais fibra e mais fortes alentos.

E mais seiva de vida e mais sonhos de amor.