II
Manhã clara! Manhã de púrpuras franjadas
De ouro e álacres rubis luminosos sangrando...
Alvoroça-se a terra, ao correr das quebradas,
E sobre o mar se estende um clarão doce e brando.
Ao terreal que esvoaça há velas enfunadas:
Umas indo... outras vindo... outras se preparando...
Chia, zine a cigarra entre as verdes ramadas,
E as águas de cristal das fontes vão cantando...
É que o sol ressurgiu. Assim, também, um dia,
Há de o meu coração ressurgir, na harmonia
Das horas que tiver de cantar com fervor.
E cada hora virá com mais deslumbramentos,
Com mais luz, com mais fibra e mais fortes alentos.
E mais seiva de vida e mais sonhos de amor.