Ilha de Santa Catarina

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Ilhéu que sou, que graça e que contentamento

Sinto eu, quando te vejo e te percorro, ó Ilha!

És, dos mares do sul, a eterna maravilha;

E parece que tens um certo movimento!

Embalam-te, num gozo, as carícias do vento;

E outras vezes o vento os teus mares fervilha...

Pelos teus campos toda a luz do sol rastilha;

Dá-lhes todo o vigor dum puríssimo alento!

Como eu te quero bem, ilha dos meus amores!

Com os teus laranjais, tuas vinhas e flores;

Teus riachos de prata, abraçados em nastros...

E tuas praias são esteiras de alvo linho,

Que se estendem a um solde inefável carinho,

Palpitantes de luz, de proas e de mastros!