Ilha de Santa Catarina
Ilhéu que sou, que graça e que contentamento
Sinto eu, quando te vejo e te percorro, ó Ilha!
És, dos mares do sul, a eterna maravilha;
E parece que tens um certo movimento!
Embalam-te, num gozo, as carícias do vento;
E outras vezes o vento os teus mares fervilha...
Pelos teus campos toda a luz do sol rastilha;
Dá-lhes todo o vigor dum puríssimo alento!
Como eu te quero bem, ilha dos meus amores!
Com os teus laranjais, tuas vinhas e flores;
Teus riachos de prata, abraçados em nastros...
E tuas praias são esteiras de alvo linho,
Que se estendem a um solde inefável carinho,
Palpitantes de luz, de proas e de mastros!