Imácula

By Delminda Silveira de Sousa

Essa mulher formosa e tão singela,

tão casta como o lírio da campina,

que a inocência tem de uma menina,

e o pudor da mais cândida donzela,

essa Senhora majestosa e bela

que tem de mãe a auréola divina,

em cujo peito — Amor — com mão ferina

cravou-lhe a espada que sua Dor revela,

Essa Virgem cercada de mil flores,

essa Santa d’estrelas coroada,

essa Rainha em trono d’esplendores,

Quem é? tão linda e tão abençoada,

Quem é? — tão pura e digna de louvores...

— É Maria! É Maria! — a Imaculada!