Indeléveis

By Delminda Silveira de Sousa

Da juventude minha, fortes, vivos,

Indeléveis, fiéis, profundos traços,

Ecos dos sonhos meus, nos brandos laços

De simples versos tímidos, cativos;

Convosco, gratos sonhos redivivos

Da Poesia aos mágicos abraços,

Quero este Livro abrir, e dos regaços

D’alma soltar meus cantos expansivos.

Corações que sofrestes sem conforto,

Almas que um Ideal chorastes morto,

Como, perdido o meu, chorando o vi,

Eis o livro querido da minh’alma:

Buscai consolação, conforto, calma,

Nos Indeléveis que vos deixo aqui!