Isabel

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Em novembro floresce o jasmineiro,

De tal maneira que dá gosto vê-lo,

E esse que está florindo, no terreiro

Da nossa casa, lembra o Sete-Estrelo.

Mas muito mais floresce o peito inteiro

De um pai no amor, no íntimo desvelo

Por uma filha cujo olhar fagueiro

Ter-lhe d’alma um fundo pesadelo.

E tu nasceste para nosso encanto

Pois nessa boca, um sorriso santo

Vimos um sonho que não é da terra.

Ah! meu amor, um pássaro risonho,

Nossa Senhora que te conte o sonho

Que ainda a tua alma encantadora encerra.