IV
Por esse tempo o teu, depois de transformado,
Depois de haver sentido igual transformação,
Que é dada, neste mundo, ao humano coração,
Seja ao de um peito bom, seja ao de um desgraçado;
Por esse tempo o teu há de ser encontrado
Pelo meu, minha amada; e, com justa razão,
Os dois, num laço só, numa mesma união,
Hão de ter certamente um destino abençoado.
E nele ficarão, para, de novo unidos,
Sob o flavo esplendor dos amplos céus tranquilos,
Sobre esse mesmo mar, através das distâncias,
No mesmo sonho ideal viver a mesma lida,
Na conquista do pão e da fonte da vida,
Soluce, embora, a voz do carrilhão das ânsias!