IX

By João da Cruz e Sousa

Morreste no campo um dia,

Como uma flor desprezada.

Clareava a madrugada,

Azul, vaporosa e fria.

Sobre a agreste serrania,

Numa ermida branqueada

Por uma manhã doirada

Um sino repercutia.

Teu caixão, de camponesas

E camponeses seguido,

Desceu abaixo às devesas.

Ganhou o atalho comprido

De casas em correntezas

E entrou num campo florido.